Cantadas ou aproximações indevidas na rede. Linkedin não é Tinder. O que fazer?

 

Tenho notado diversos posts reforçando o conceito de que Linkedin não é Tinder – o que, para bom entendedor, nem precisaria ser mencionado. Mas o fato é que estamos falando de uma rede social com quase 600 milhões de perfis, com presença em mais de 200 países. Ou seja, quando lidamos com ‘massa’ o controle é sempre mais complexo.

Mesmo que seja num ambiente online o foco da rede Linkedin é promover o relacionamento entre as pessoas, o tão falado ‘networking’, porém com enfoque profissional. E me parece que há um grupo de usuários que tem confundido este foco, e usa a rede para aproximações ‘não ligadas ao lado profissional’, digamos assim.

E não me refiro somente a cantadas, tem muita gente se apropriando das informações da rede para aplicar golpes. Aliás, foi um e-mail pra lá de suspeito que me levou a escrever este artigo.

Na mensagem, o remetente menciona que conseguiu meu contato via Linkedin e solicita a minha aceitação de parceria para colaborar com ele em um projeto pessoal. Diz que vai disponibilizar detalhes quando receber o reconhecimento do e-mail enviado.

Minha primeira ação foi buscar o perfil dele na rede, o qual não existe (pelo menos com o nome que assina o e-mail). Ignorei as orientações de ‘reconhecer’ o e-mail, classifiquei aquele remetente com spam e, posteriormente, deletei.

Há cerca de duas semanas, recebi outro e-mail cujo conteúdo é do famoso ‘golpe da herança’*, e no qual o remetente reforça que somos conectados via Linkedin. Novamente, não localizei perfil algum com aquele remetente.

Quando o assunto é cantada ou assédio

Nunca recebi cantadas aqui na rede Linkedin, mas percebo que muita gente (lamentavelmente, muito mais mulheres do que homens) tem passado por essa situação desconfortável.

Inclusive uma cliente foi vítima e me questionou sobre como lidar com aquela situação desagradável. Preparei uma lista de sugestões para responder a ela – com base nas funcionalidades disponíveis na rede, e acho que também pode ajudar outras pessoas.

In Box – caso receba mensagens com conteúdo inapropriado, você pode:

1-    Responda enviando o link de ‘Políticas para Comunidades Profissionais do LinkedIn’, o qual apresenta o posicionamento da rede com relação às atitudes de honestidade, profissionalismo, gentileza, respeito e cumprimento da Lei.

2-    Denunciar a mensagem. Para isso, clique nas 3 bolinhas que ficam na lateral direita superior da mensagem. Ao abrir uma janela, selecione ‘denunciar’ e depois clique em ‘é inadequado ou constitui assédio’.

3-    Denunciar o perfil. Esta opção seria para casos extremos, mas para tal, acesse o perfil da pessoa. Em seguida, localize a caixa ‘mais’ e selecione a opção ‘denunciar’.

4-    Ignorar é sempre uma opção, e muita gente opta por esta, porém nas opções acima você estaria ajudando ou evitando que a ação inadequada continue com outras pessoas.

Selecione os perfis que farão parte da sua rede

Lembrando que, para enviar mensagens a um perfil é necessário ser conexão de primeiro grau, ou usar créditos da conta premium, enviando InMail. Tenho cá minhas dúvidas se alguém pagaria para assediar ou atuar inadequadamente (mesmo porque, o sistema de pagamento é passível de rastreamento via dados do cartão de crédito).

Por isso, outra ação importante é analisar quem você aceita para ser conexão de primeiro grau. O perfil é pessoal e cada um tem seus critérios, mas de modo geral é bastante apropriado checar as seguintes informações que podem levantar suspeitas, antes de enviar ou aceitar um convite de conexão:

·       Perfil sem foto

·       Perfil recém-criado e com baixo número de conexões

·       Perfil com baixo número de conexões em comum

·       Perfil sem título

·       Perfil de outros países (com os quais você pouco se relaciona profissionalmente)

Há casos extremos de ações judiciais iniciadas por mulheres que se sentiram assediadas ou ofendidas, como este ‘Isso não é Tinder!’: advogada denuncia cantada no Linkedin. Não sou advogada para comentar, mas entendo se tratar de medidas drásticas a serem aplicadas em último caso mesmo.

Assim como em inúmeras situações do nosso cotidiano, o assédio é absolutamente inaceitável. Ironicamente, temos que entender que ainda existe – o que não deixa de ser triste, mas a atitude diante do fato é o que pode fazer a diferença.

Não tenho a pretensão de mudar o mundo, mas dentro daquilo que está ao meu alcance, aí sim posso gerar alguma influência. Esta é a intenção com este texto.

“Para que o mal triunfe, basta apenas que os homens de bem não façam nada”, Edmund Burke.

Se você tiver outra sugestão ou algo para agregar, fique super à vontade para dividir conosco nos comentários.

Obrigada por sua leitura. Até a próxima.

Luciane Borges

Sobre a autora – Geminiana, apaixonada por aprender e ensinar, fissurada pelo poder das redes sociais, ajudo pessoas e empresas a usarem a rede Linkedin estrategicamente, seja para alavancar a carreira ou gerar oportunidades de negócios.

Executiva de comunicação e relações públicas, estrategista de marca pessoal e palestrante, com MBA em Comunicação Corporativa pela Fundação Getúlio Vargas, deixei a carreira corporativa para seguir meu propósito.

Após atuar por mais de 20 anos em multinacionais dos segmentos B2B e B2C, resolvi mergulhar no universo digital, me tornei Especialista em Linkedin e, além de assessorar profissionais a turbinar o perfil na rede, dou palestrante e conduzo workshops… tudo sobre a maior rede social profissional da internet.

O entusiasmo pela educação me levou a criar a BeIn Digital, uma startup 100% online que oferece cursos online sobre Linkedin. Idealizei cursos com customizados a cada demanda: Linkedin UniversitárioLinkedin para Recolocação Profissional e Linkedin para Negócios.

Visite meu blog lucianeborges.com para ler mais artigos, sobre carreira, networking, superação, empreededorismo e LinkedIn.

Convido-o a visualizar meu canal no youtube para ter acesso a dicas gratuitas para obter resultados com o Linkedin.

2 comments on “Cantadas ou aproximações indevidas na rede. Linkedin não é Tinder. O que fazer?”

  1. Maria da Luz Calegari disse:

    Gostei da abordagem, Lu. Muito útil, principalmente para as mulheres.

    1. Obrigada pelo feedback Malu. Lamentavelmente, temos que agir para minimizar esse tipo de assédio. Abraços.

Deixe seu comentário: