9 passos para a gestão da Marca Pessoal nas Redes Sociais

Recentemente estive no extraordinário Espaço Sociocultural – Teatro CIEE, palestrando sobre marca pessoal nas redes sociais. Durante o coffee break que antecedeu a palestra, ao caminhar pelo espaço e conversar com alguns dos presentes, notei quão heterogêneo era o público.

Pela primeira vez na vida eu falaria para diversas gerações ao mesmo tempo. Quando subi ao palco, notei que uma sensação diferente acompanhou os meus passos: o desafio de influenciar, diante da diversidade. Desafio aceito e superado.

Notava a atenção da plateia, slide por slide, fala por fala do conteúdo preparado para orientar os presentes sobre “Como usar as Redes Sociais para construir a sua marca digital”. Ao final, o grande número de perguntas e a longa fila de presentes que ainda buscavam interagir comigo, reforçaram a visão que tenho sobre a importância do tema. E o detalhe: independente, de área, negócio ou idade.

Uma das pessoas que me contatou após a palestra, sugeriu-me que compartilhasse a apresentação. Claro, resolvi escrever algo e postar aqui os 9 passos para a construção da marca pessoal nas redes sociais:

#1 – As duas primeiras sugestões talvez sejam as mais difíceis, porque exigem reflexão. Aquele momento em que temos que parar um pouco, olhar para nós, analisar nossas características e entender quais delas nos diferenciam. Design, consultoria, atendimento ao público, alto poder de análise matemática, raciocínio lógico, falar em público e aí por diante. Cada pessoa apresenta-se ao mercado com um estilo próprio. O importante é saber indentificar os pontos que o destacam.

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#2– Como mencionado acima, aquela velha máxima de que se não sabe aonde quer chegar não sairá do lugar é, absolutamente, pertinente à construção da marca pessoal. Seja qual for o objetivo, o resultado positivo é fruto da dedicação ao que se espera como recompensa ou objetivo.

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3#- Entendo que aqui a novidade beira o “nada”, porque seguir crenças e valores é algo que aprendemos desde cedo, seja qual for o ambiente, certo? Nem tanto assim. Mesmo porque, há pouco tempo atrás autenticidade no mercado de trabalho era algo, relativamente, raro (especialmente, no mundo corporativo). Acontece que com a quebra de toda e qualquer barreira no universo digital Ser Você Mesmo e Fazer Aquilo que Fala andam de mãos dadas com a marca pessoal.

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#4 – As relações interpessoais, os relacionamentos de negócios ou o atual termo “networking” é outro campo que, quando gerenciado de maneira estratégica, pode impulsionar e muito o sucesso de qualquer marca ou negócio. Aquela forma antiga de se conectar com alguém e logo em seguida já pedir algo (como enviar CV ou apresentação institucional, agendar reunião, oferecer produtos ou coisa parecida) não cabe mais no crescente cenário dos grupos e comunidades que crescem, vertiginosamente, na redes. 

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#5– Costumo dizer que há um grupo de pessoas que preocupam-se demasiadamente com a privacidade, expondo-se em menor escala ou quase nenhuma. Por outro lado, há um grupo para o qual exposição & privacidade são termos quase que desconhecidos. Sempre, o equilíbrio é a melhor resposta (para todos os aspectos da vida, inclusive).  

A todo e qualquer custo, assuntos polêmicos devem ser tratados ou discutidos em outras esferas.  Escrever um longo texto no seu perfil, reclamando da operadora de celular (muitas vezes, de maneira menos educada e com a utilização de “palavrões”) gera pouco resultado efetivo e pode sim queimar a sua imagem. Se estiver participando de um processo seletivo e esteja empatado com outro candidato, sua postura nas redes pode sim influenciar na decisão.

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#6– Muito embora as redes sociais estejam revolucionando a forma como negócios são feitos e oportunidades são geradas, a arte de “vender” ainda faz parte do desafio diário de qualquer pessoa, esteja ela em busca de emprego, negócios, clientes ou parceiros.

Psicólogos afirmam que aspectos da timidez podem ser superados no ambiente digital. Mesmo os tímidos podem e devem “vender” sua marca pessoal nas redes sociais.

Outra questão fundamental é saber escolher em qual rede está o seu público alvo. Se o seu negócio é vender “decoração para festa infantil”, talvez Intagram e Facebook sejam os espaços mais efetivos. Por outro lado, se estiver em busca de emprego ou queira divulgar serviços daí o LinkedIn seria muito mais efetivo.

Sejam quais forem os ambientes digitais escolhidos, é imprescindível que o conteúdo compartilhado seja de qualidade e que possa agregar algo à vida das pessoas que estão conectadas a você. 

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#7 – Quando falamos na construção de marca pessoal é inegável a necessidade de identificar quais seriam as pessoas cuja conexão seja favorável ao alcance do objetivo. Neste contexto, estamos falando de networking ou rede de contatos e não de amizades. Isso pode soar um tanto quanto egoísta ou interesseiro, porque a linha divisória é tênue, mas é importante ter em mente que os seguidores engajados não são, necessariamente, somente amigos e familiares. O mesmo serve para parcerias que são, ricamente, construídas no mundo online.

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#8 – Posso ser redundante ao reforçar a absoluta necessidade de contribuir com a sua rede de relacionamento com conteúdo de valor. Sua opinião sobre diversos assuntos estão fora desta lista. A fotos do prato super bem elaborado no restaurante Japonês ou uma bela selfie na festa com os amigos também não fazem parte da lista. Um arquiteto pode gerar conteúdo com dicas de decoração, por exemplo.

A forte diferença agora é que a antiga e desgastada maneira “Me compre. Me compre. Sou bom. Sou bom. Me contrate. Me contrate” deixou de fazer efeito. Hoje, o que vale é “Ouvi dizer que você é bom”. E as pessoas falarão bem de você ao sentirem que você adiciona valor.

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#9 – E por último, porém não menos importante, estabeleça visão de médio e longo prazo. As coisas não acontecem da noite para o dia. Claro, há casos de pessoas que viralizaram nas redes sociais, mas além de serem em número reduzidos, dificilmente ocorreram na primeira tentativa. Essa máxima serve para todos os aspectos da vida. É aqui que o exercício do planejamento pode o ajudar, porque você consegue visualizar o tempo estimado para alcançar o seu objetivo.

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Finalmente, cada rede social tem seu objetivo, audiência definida (ao menos com base na maioria de acessos), horários de mais acesso, formas de publicação e aí por diante. A resposta vem sempre acompanhada da afirmação “onde está a sua audiência” é lá que você deve estar.

Espero que as dicas possam lhe ajudar no seu plano de construção da marca pessoal. Se achar que este conteúdo pode ajudar outras pessoas da sua rede é só clicar em compartilhar. E se quiser comentar algo, seja super bem-vindo.

Obrigada pela leitura e até a próxima.

Luciane Borges

One comment on “9 passos para a gestão da Marca Pessoal nas Redes Sociais”

  1. Maria da Luz Nunes Preto Calegari disse:

    Mandou bem, Lu! Parabéns!!!

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