Por falar em política, quero dizer que sou um bom partido.

Final de domingo, 02 de outubro, data das eleições, tem início a onda de manifestações nas redes sociais. De todos os lados, pessoas lamentando ou comemorando o resultado, em especial nas localidades onde a eleição foi definida logo no primeiro turno.

Dentre gritos digitais, aberrações humorísticas, sinalizações de protestos ou comemorações, houve uma postagem que me fez rir, refletir e decidir escrever sobre isso. Dizia assim:

“Aproveitando que tá todo mundo falando de política, gostaria de lembrar que sou um bom partido”.

Não, isso não é brincadeira. Vou dividir contigo a profunda e séria análise que fiz tão logo parei de rir. A assertividade do texto do ponto de vista de relações públicas & marca pessoal foi quase que 100%, pois um assunto recente, polêmico e notório, fora utilizado para chamar a atenção de algo em outro contexto. Podemos até falar em notícia factual, olhando-se do ponto de vista jornalístico.

Sob a minha perspectiva, leitura bastante agradável diante da série de palavras pesadas publicadas demasiadamente e que não paravam de pipocar no feed de notícias.

Com certeza, eu não faço parte dos “10 mais politizados” na lista de contatos da minha rede no facebook, por exemplo. Mantenho absolutamente reservada a minha preferência política, assim como incentiva a democracia.

Pessoalmente, discordo de manifestações políticas de qualquer tipo, gênero e grau nas redes sociais, mas como disse Voltaire:

“Não concordo com uma palavra do que dizes, mas defenderei até o último instante seu direito de dizê-la”.

Agora, como estrategista de marca pessoal nas redes sociais, nem preciso me apoiar num filósofo iluminista do século XVII para defender o meu posicionamento.  Esse tipo de gritaria digital pode gerar impactos negativos à uma marca pessoal e pesar contra você no passo decisório de um processo seletivo.  

Goste ou deixe de gostar, este é um fato. De forma alguma aconselho as pessoas a calarem-se. Vivemos, felizmente, em um sistema que prega a liberdade de expressão e, sem dúvida alguma, o advento da internet e das redes sociais favorecem este fato.

A extrema facilidade com a qual, hoje, as pessoas consomem conteúdo na palma da mãos é algo nunca antes experimentado. O poder da rede social alterou drasticamente a forma como as pessoas se relacionam e, como, em especial, são influenciadas.

Basta olhar a história recente para notar como importantes mudanças sociais e políticas tiveram início em uma rede social ou foram influenciadas por comunidades nas redes. A Primavera Árabe é um exemplo emblemático disso.

Os recrutadores analisam o perfil comportamental “digital” de um candidato. Este é outro fato inegável. Quer concordemos ou discordemos. Neste contexto, a empatia e interesses em comum geram certo impacto, agindo como gatilho mental.

Eu amo gatos de paixão. Neste momento, estou fazendo pesquisas para aquisição de um bem e, porque trocamos whatsapp, automaticamente o perfil dos consultores/vendedores surgiu como sugestão para “amigos” no facebook (lógico, ambos pertencem ao mesmo grupo e estão interconectados).

Curiosidade humana, fui saber um pouco mais sobre cada um deles. Bingo. Um dos vendedores também é dono de gato. E é com as opções deste que, consciente ou inconscientemente, tenho me identificado mais.

Além da empatia, outro pronto analisado é a consistência entre o discurso e a prática. Imagine um candidato o qual na entrevista de emprego afirma que uma das suas mais fortes e positivas características é o “respeito à diversidade”. Pois bem. Daí o recrutador visualiza o perfil pessoal do candidato em questão e nota um número expressivo de palavras inadequadas que foram publicadas a título de manifestação contra o direito do outro em votar no candidato que bem entender.

Ou seja, mostrando falta de respeito à diversidade ao atacar quem pensa diferente, no aspecto de indicação política. Parece-me estranho, não?

Mesmo que esteja bem empregado, com os negócios fluindo de vento em poupa, nunca sabemos o dia de amanhã.

Construir uma marca pessoal consistente leva tempo, e o melhor momento para começar é quando você menos precisa.

Portanto, mantenho o meu direcionamento para que você usa a força das redes sociais estrategicamente e com foco naquilo que é capaz de mudar; sua carreira, seu sucesso profissional e o seu futuro.

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Obrigada pela leitura e até a próxima.

Luciane Borges

 

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